O INFOlab experimentou o sistema operacional do Google, que deve ficar pronto no fim do ano.Falta pouco para a estreia do Chrome OS. Netbooks com o sistema operacional — que tem a dura missão de atrapalhar a vida do Windows — vão chegar às lojas dos Estados Unidos no último trimestre do ano. A data foi confirmada em junho por Sundar Pichai, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, durante a feira Computex, em Taiwan. Isso significa que tudo precisa estar pronto, no máximo, entre setembro e outubro. Como o ponteiro do relógio está correndo, resolvemos investigar o atual estágio do projeto, rodando o software no INFOLAB numa versão ainda incompleta. O Google vai conseguir criar um sistema baseado totalmente na nuvem? Veja o que conseguimos descobrir.
Adeus, instalação
Demos uma primeira olhada no Chrome OS em dezembro. Na época, instalamos uma versão compilada a partir do código-fonte no netbook Eee PC 900 do INFOLAB. Tentamos repetir esse caminho mais uma vez. Copiamos uma versão recente do sistema para um pen drive e a rodamos no netbook, mas o micrinho não aguentou o tranco e interrompeu o carregamento. Em portáteis mais novos da Dell e da HP, o Chrome OS funcionou parcialmente. Nem sempre foi possível conectar o micro a uma rede Wi-Fi, por exemplo. Isso indica que os engenheiros do Google não mudaram de ideia. O operacional virá pré-instalado em algumas máquinas, mas não existe a preocupação de fazê-lo rodar em qualquer computador. Quem quiser se arriscar vai ter de se virar sozinho.
Ritmo acelerado
Os desenvolvedores não estão dormindo no ponto. São feitas atualizações diárias no projeto Chromium OS, com modificações que incluem desde correções de falhas até melhorias da interface com o usuário e ampliação das funções. No dia 18 de junho, a página do sistema no Google Code (http://bit.ly/chromium-os) mostrava que havia 1 402 tarefas pendentes para a equipe. Uma delas refere-se ao tempo total de boot, que precisa ser inferior a 5 segundos desde o momento em que o usuário liga a máquina. Isso significa que o objetivo de chegar a menos de 10 segundos, estabelecido no fim do ano passado, já foi alcançado. Como rodamos o Chrome OS a partir de um pen drive, o processo foi mais lento e levou em média 30 segundos. Deu para perceber que a velocidade tornou- se uma obsessão para o time do Google. Ao chegar à tela de login, o tempo total do boot é informado com precisão de centésimos de segundo.
Tapa no design
A última versão a que tivemos acesso foi a 0.7.47, de 17 de junho. A numeração sugere que a equipe do Google está perto de chegar à 1.0 — a do lançamento. Pelo que deu para perceber, a base do Chrome OS está pronta. Uma comparação com as páginas de design disponíveis no site do projeto (http://bit.ly/ user-experience) indica que a interface também está bem próxima do prometido. Ao alternar entre as janelas com a tecla F12, as abas do navegador aparecem em 3D, com um papel de parede ao fundo e uma animação. Ajustes estão sendo feitos em locais como a tela de login, onde o usuário já pode associar sua conta no Google a uma foto feita com a webcam. Mas não espere muito mais do que isso. Em geral, o que se vê o tempo todo é somente a janela do navegador Chrome (que, aliás, vem com Flash).
E os arquivos?
Ainda que a ideia do Chrome OS seja funcionar na nuvem, arquivos serão gravados no disco local em algum momento. Como lidar com eles? O navegador de conteúdo — uma janelinha pop-up no canto da tela — permite visualizá-los, mas ainda não é possível compartilhá-los, e, na maioria dos casos, nem abri-los. As fotos são uma exceção, pois podem ser enviadas a álbuns do Picasa, e, futuramente, ao Flickr ou a algum destinatário de e-mail. Mas ainda não há menus de contexto para documentos, vídeos e músicas. Quando se clica sobre um pequeno ícone do lado direito de cada arquivo, a única opção exibida é a de excluir. Ao executar conteúdo multimídia, porém, descobrimos que existe um tocador embutido no browser. Pelo que conseguimos notar nas trocas de mensagens entre desenvolvedores no fórum do projeto, o player será compatível com áudio em MP3 e WMA, entre outros formatos, e até filmes em DivX.
Nuvem de aplicativos
Boa parte do sucesso do sistema do Google depende dos aplicativos online, que serão vendidos pela Chrome Web Store (ainda não disponível) e instalados no navegador. Fazer a instalação já é possível. O problema é que, em muitos casos, como durante a edição de documentos no Google Docs, será necessário trabalhar offline. Isso será feito via HTML 5, mas o recurso ainda não foi implementado. Outra promessa está na oferta de aplicativos complexos, como games, que também vão rodar dentro do browser. Alguns jogos, como Plants vs Zombies e Lego Star Wars, foram mostrados no evento Google I/O, em maio. Outros, mais simples e gratuitos, têm surgido na web. Resta aguardar mais alguns meses, mas é certo que, até lá, os desenvolvedores têm de correr para concluir um bom punhado de ajustes.
Fonte: Info Abril.
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