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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tecnologia 4G e Wimax

Mal o 3G chegou por aqui, já se começa a falar da próxima geração de celulares - pelo menos na Suécia, Alemanha e Itália. Há cerca de 1 mês, a Ericsson começou a montar chamada rede 4G, que tem velocidade média de 28 Mbps.
De acordo com a consultoria ABI Research, pelo menos 12 operadoras em todo o mundo devem lançar serviços de telefonia celular 4G ainda em 2010. A expectativa é de que, já no ano que vem, cerca de 34 milhões de pessoas utilizem a nova tecnologia. Estocolmo, na Suécia, já tem uma operação comercial 4G.
“Com o 4G o usuário vai ter acesso a uma série de aplicações com uma qualidade muito melhor, vai poder transmitir e receber informação, arquivos, o que for numa velocidade muito maior, num tempo muito menor e isso vai ser talvez o grande benefício da 4G”, explica o country manager da Qualcomm, Paulo Breviglieri.
O 4G promete conexões rápidas o suficiente para concorrer com o cabo. Para você ter uma ideia, o 3G atual consegue chegar, no máximo a 7 mega de velocidade. No 4G, essa velocidade começa em 20 mega e pode chegar até 100 megabits. Um dos problemas que terá de ser resolvido é o chamado espectro – a frequencia que os sinais 4G usam. Na maior parte dos países, essa frequencia é de 2,5 Ghz. Só que aqui no Brasil, essa é a mesma frequencia usada por outros serviços de comunicação.
“Eu acredito que a demanda vai ser gerada pelas próprias operadoras. Num momento em que elas tiverem fôlego para investir numa nova atualização da tecnologia da sua rede e passar de 3G para 4G, com certeza esse será o momento em que as freqüências serão licitadas e as implementações irão ocorrer”, diz Breviglieri.
No Brasil, os serviços de dados estão bombando. E só esse uso crescente já faz com que as operadoras necessitem de mais espectro para atender a todos os usuários. Neste sentido, a implantação do 4G será inevitável, e num curto espaço de tempo.
“Na 4G as operadoras do seu lado vão ter que atualizar a tecnologia da rede, e isso vai investir um investimento. É possível que haja um investimento em novas faixas de frequência para poder prestar esse tipo de serviço. E do lado do usuário, ele vai contar com uma nova geração de aparelhos, que são os aparelhos 4G, e que vão permitir que ele possa acessar esses novos serviços ou os mesmos serviços existentes com uma qualidade muito melhor”, afirma o executivo.
Mas e o Wimax, outra tecnologia que promete oferecer exatamente o mesmo que a 4G – ou seja, comunicação de dados móvel em alta velocidade? Onde ela se posiciona em meio a toda essa história? Para executivos da área, as duas tecnologias serão complementares, cada uma atendendo um determinado tipo de serviço. Como já dissemos, opções para conexão de dados terão uma demanda imensa num futuro próximo. Ainda pouco divulgada no Brasil, a conexão à internet sem fio WiMax é feita especialmente para grandes centros urbanos e regiões mais isoladas que não possuem cabos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, algumas empresas já adotaram esse tipo de acesso, que já decolou em mais de 150 países mundo afora.

Fonte: Olhar Digital.
Nação-TI - O mundo da informação.

Interface cérebro-computador traduz ondas cerebrais em quatro minutos

Uma nova técnica que elimina as semanas de treinamento necessárias para fazer fazer funcionar as interfaces cérebro-computador deverá acelerar e simplificar enormemente o desenvolvimento de novos equipamentos controlados diretamente pelas ondas cerebrais.
Interfaces neurais
As chamadas máquinas "controladas pelo pensamento" dependem de interfaces que coletem os sinais neurais no cérebro e os transformem em comandos para o controle dos equipamentos, sejam próteses inteligentes, cadeiras de rodas robotizadas ou mesmo consoles de jogos.
As interfaces neurais mais utilizadas foram desenvolvidas a partir da eletroencefalografia, um exame médico no qual eletrodos são colocados sobre o crânio para coletar e gravar a atividade elétrica dos neurônios disparando no cérebro.
Para conseguir controlar um determinado equipamento, o usuário primeiro deve ficar olhando para suas ondas cerebrais, captadas pelos eletrodos e mostradas em uma tela, e tentar controlar voluntariamente seus padrões.
Impressão digital cerebral
Mas esse processo pode levar semanas - geralmente de seis a oito semanas de treinamento exaustivo, tanto para o usuário quanto para a rede neural, o programa de computador que recebe e interpreta os sinais vindos do cérebro.
E, infelizmente, o treinamento de um usuário não serve para outros, porque o encefalograma de cada pessoa é tão individual quanto suas impressões digitais. Assim, cada usuário deve passar pelo mesmo processo longo e tedioso de treinamento.
P300
Agora, cientistas do Instituto de Pesquisas Infocomm, em Cingapura, conseguiram eliminar o processo de treinamento usando um pico de tensão específico no cérebro, conhecido como P300.
Acredita-se que o P300 esteja relacionado à reação a estímulos pouco frequentes, ocorrendo entre 0,3 e 0,6 segundo depois do estímulo.
A equipe do professor Shijian Lu descobriu que é possível construir um modelo genérico das características do sinal P300 e, a partir dele, derivar as características principais do encefalograma de cada indivíduo tão logo ele comece a usar o sistema.
Treinamento rápido do cérebro
Em menos de quatro minutos, a precisão do novo modelo já é tão bom quanto o modelo anterior treinado ao longo de semanas.
"Agora nós planejamos estudar a aplicação do nosso sistema de aprendizado semi-supervisionado em outros sistemas cérebro-máquina, como os usados nas percepções motoras empregadas na reabilitação de pacientes vítimas de derrame cerebral," disse o Dr. Lu.
Recentemente, uma equipe de pesquisadores norte-americanos desenvolveu uma interface neural portátil que também promete ajudar muito no desenvolvimento de equipamentos controlados pelo pensamento menores e mais práticos.

Fonte: Inovação Tecnológica.
Nação-TI - O mundo da informação.

Skinput - pele substitui touchpads e telas sensíveis ao toque

Sensores bioacústicos
Esqueça os touchpads dos notebooks ou as telas sensíveis ao toque de computadores, celulares e outros equipamentos portáteis.
Uma combinação de sensores bioacústicos e um programa de inteligência artificial pode transformar os dedos, os braços - ou virtualmente qualquer parte do corpo - em um teclado virtual para controlar telefones celulares inteligentes e outros equipamentos eletrônicos.
A tecnologia, batizada de Skinput - uma mescla de skin (pele) e input (entrada de dados), foi desenvolvida por Chris Harrison e Desney Tan Dan Morris, da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.
Teclado virtual
O Skinput foi apresentado nesta segunda-feira (12/04) durante a conferência anual Fatores Humanos nos Sistemas de Computação, realizada em Atlanta.
A inspiração para o desenvolvimento dessa "interface natural", segundo os pesquisadores, veio do crescente aumento do poder computacional dos equipamentos portáteis.
Contudo, as dimensões dos smartphones, dos tocadores de MP3 e de outros equipamentos portáteis - dimensões que caminham no sentido oposto do seu poder de processamento - torna difícil sua utilização, limitando seu uso potencial pela dificuldade de acionar seus teclados ou suas telas sensíveis ao toque.
"Com o Skinput, nós podemos usar nossa própria pele - o maior órgão do corpo humano - como um dispositivo de entrada", disse Harrison. "É meio louco pensar que poderíamos criar interfaces em nossos corpos mas, no final das contas, isso faz muito sentido. Nossa pele está sempre conosco, tornando-se a superfície de toque interativa por excelência."
Sensor acústico e inteligência artificial
No protótipo de teclado virtual apresentado na conferência, os sensores acústicos estão ligados ao antebraço. Esses sensores captam o som gerado por ações como bater levemente com os dedos ou simplesmente tocar no antebraço.
O som captado não é o que é transmitido através do ar, mas aquele que vem por ondas transversais através da pele, e por ondas longitudinais, ou de compressão, que viajam através dos ossos.
Harrison descobriu que o toque de cada dedo sobre diversas localizações ao longo braço produz uma assinatura acústica única, que pode ser identificada por um programa de aprendizagem de máquina.
O programa de inteligência artificial, que melhora seu desempenho à medida que é usado, é capaz de determinar a assinatura de cada toque analisando 186 diferentes características dos sinais acústicos, incluindo sua frequência e amplitude.
Teclado na pele
Em um teste envolvendo 20 voluntários o teclado virtual projetado sobre a pele foi capaz de identificar as entradas com 88 por cento de exatidão.
A precisão depende da proximidade do toque com os sensores: toques no antebraço puderam ser identificadas com 96 por cento de exatidão quando os sensores estavam fixados abaixo do cotovelo.
"Não há nada de super sofisticado sobre o sensor em si", disse Harrison, "mas ele exige um certo processamento especial. É como um tipo de mouse - a mecânica do sensor em si não é revolucionária, mas ele está sendo usado de uma maneira revolucionária."
O sensor do Skinput é formado por uma matriz de sensores de vibração de alta precisão, feitos com películas piezoelétricas, montados de forma a poderem oscilar.
Além da braçadeira com os sensores e o programa de interpretação dos dados, o Skinput inclui um pequeno projetor para desenhar o teclado sobre a pele.
Propriocepção
Equipamentos simples, como tocadores de MP3, podem ser controlados simplesmente tocando a pele com a ponta dos dedos, sem a necessidade da projeção dos botões - ou seja, o teclado seria ainda mais virtual, sem nem mesmo a imagem projetada.
Na verdade, o Skinput pode tirar proveito da propriocepção - o sentido que uma pessoa tem da configuração do próprio corpo, permitindo a interação sem nem mesmo olhar para a pele - veja mais em Visão através da pele: esoterismo ou revolução na captura de imagens?
Embora o protótipo ainda seja grande e projetado para se encaixar no braço, a matriz de sensores pode ser facilmente miniaturizada, chegando ao tamanho de um relógio de pulso.
Restrições
Os testes indicaram que a precisão do Skinput é menor nas pessoas mais gordinhas, e a idade e o sexo também podem afetar a precisão. O uso da interface correndo ou andando também pode gerar ruído e degradar os sinais.
Mas, argumentam os pesquisadores, a quantidade de testes foi limitada, e a precisão provavelmente seria melhor se o programa de inteligência artificial tivesse oportunidade de colher mais informações em tais condições.

Fonte: Inovação Tecnológica.
Nação-TI - O mundo da informação.

Hologramas - imagens 3D realísticas estão chegando aos computadores

Cientistas da Cingapura criaram uma técnica que viabiliza tecnicamente a computação em alta velocidade de hologramas com percepção de profundidade realística.
3D de verdade
Apesar da explosão recente da popularidade das projeções 3D, tanto no cinema, quanto nas TVs domésticas, o funcionamento desses sistemas de imagens tridimensionais é baseado na estereoscopia.
Isto significa que, por muito que a qualidade impressione, a percepção de profundidade dos sistemas estereoscópicos é limitada.
Para criar imagens verdadeiramente 3D, a solução é a holografia. Além de realísticos, os hologramas dispensam o uso de óculos especiais.
Algoritmo para hologramas
Até agora, o uso de hologramas gerados online tem sido inviabilizado pelo seu elevado consumo de recursos computacionais.
"A holografia computadorizada tem a capacidade para apresentar todos os traços de profundidade das cenas 3D e poderá ser aplicada não apenas para o entretenimento, mas também para a visualização científica e para as imagens médicas," explica o Dr. Yuechao Pan, do Instituto A*STAR.
Pan e seus colegas agora desenvolveram uma nova classe de algoritmos que acelera em várias ordens de grandeza o cálculo dos hologramas, permitindo que eles rodem até mesmo em um computador pessoal.
Renderização do holograma
A geração dos hologramas é intensiva em recursos computacionais porque exige o cálculo da propagação de um grande número de raios de luz.
Para fazer isso de forma mais rápida, os algoritmos usam tabelas de consulta com valores pré-computados, que são utilizados muitas vezes durante a renderização do holograma. Isto evita que os cálculos tenham que ser repetidos inúmeras vezes.
O algoritmo desenvolvido por Pan e seus colegas simplifica os cálculos ao utilizar uma enorme tabela de consulta tridimensional.
Eles projetaram o algoritmo para dividir esta tabela em duas tabelas bidimensionais com dois planos no espaço, um na direção x-z e outro na direção y-z.
Depois de completar separadamente os cálculos computacionais para cada plano, os valores do plano x-z são integrados com os valores do plano y-z.
Placas gráficas
Em comparação com os algoritmos de cálculo de hologramas existentes até agora, esse processo reduz o volume de cálculos pela metade - e o tempo de processamento em mais de 100 vezes.
Isto torna o programa eficiente o bastante para permitir que um computador pessoal comum gere hologramas realísticos.
Em vez de recair unicamente sobre o processador principal do computador, os cálculos são feitos em paralelo pelos processadores de três placas gráficas, que são mais eficientes na execução dos cálculos de renderização, que são a parte principal da construção do algoritmo.
Holografia por computador
O tempo de computação de um holograma, usando o novo algoritmo, é agora de menos de meio segundo - o que anteriormente levava aproximadamente 50 segundos.
Isto coloca a computação de um holograma muito perto de uma operação em tempo real.
Segundo os pesquisadores, com novas otimizações que eles já estão desenvolvendo, assim como com o lançamento contínuo de placas gráficas mais rápidas, "a holografia 3D interativa e em tempo real, gerada por computador, será uma realidade no futuro próximo."


Fonte: Inovação Tecnológica.
Nação-TI - O mundo da informação.

Argentinos criam Vírus que se aloja na Placa-mãe

A conferência de segurança CanSecWest, que terminou na semana passada, reuniu pesquisadores do mundo todo para demonstrar novas técnicas de segurança e invasão.

Dois pesquisadores argentinos da empresa de segurança Core Security Technologies demonstraram um código-conceito capaz de se alojar no BIOS (Sistema Básico de Entrada/Saída) da placa- mãe do computador. Anibal Sacco e Alfredo Ortega fizeram a apresentação durante a conferência de segurança CanSecWest, na semana passada.
Como o código é executado a partir da placa-mãe, reinstalar o sistema operacional ou mesmo reformatar o disco rígido não é suficiente para remover o programa indesejado. Os programa gerado pelos pesquisadores consegue ler e alterar arquivos presentes no disco rígido a partir do BIOS.
Especialistas conseguiram injetar um código no sistema da placa-mãe do computador, diferentemente dos vírus comuns, que se alojam apenas no disco rígido.
Até hoje não se tem notícia de nenhum código malicioso capaz de usar o BIOS para infectar o sistema. Algumas pragas digitais, como o CIH (também conhecido como Chernobyl) e o MagiStr tentavam zerar o conteúdo da memória onde é armazenada o BIOS, o que fazia com que o computador não inicializasse mais. Os pesquisadores, no entanto, conseguiram inserir seu próprio código no BIOS, em vez de danificá-la.
O ataque independe do sistema operacional. Na demonstração, os pesquisadores infectaram o BIOS a partir do Windows e do OpenBSD. Eles também obtiveram sucesso na tentativa de modificar o BIOS de uma máquina virtual — como são chamados os computadores “virtuais” que rodam em apenas um único hardware, mas com sistemas operacionais distintos. Nesse caso, o BIOS do computador físico não era afetada, mas todas as máquinas virtuais eram infectadas.
Os pesquisadores dizem ser preciso mais pesquisa para que possa ser criado um vírus “camuflado” — ou rootkit — que reinfecta silenciosamente o computador sem que o usuário perceba. Uma praga digital assim seria muito difícil de ser eliminada, ou mesmo detectada.
A prova da possibilidade de ataques persistentes usando o BIOS chega mais de dois anos depois de outra pesquisa que demonstrou a possibilidade de instalar pragas digitais em placas PCI, em novembro de 2006.
Mesmo depois de tanto tempo, nenhum vírus real fez uso dessa técnica para se alojar em placas PCI. O mesmo pode ser esperado desta, a não ser que códigos prontos sejam disponibilizados para facilitar a integração dessa funcionalidade nas pragas digitais.
Os pesquisadores não informaram se os chips de computação confiável (Trusted Platform Module), já incluídos em alguns computadores mais recentes, dificultam a realização do ataque ou mesmo sua identificação.

Fonte: Tecno Mac Soluções.
Nação-TI - O mundo da informação.